O que é ser pessoa? O que é amar? O que é aceitável fazer por alguém? O que torna diferente os gestos bonitos, dos gestos insuportáveis? O que faz com que alguns de nós sejamos dignos de sentimentos bonitos, e outros que restem com simples pedaços? O que faz de nós tristes? O que nos faz transbordar de alegria? Como se pode manisfestar a dor, em silêncio e ausência? Porque é que não há oportunidades? Porque não deste hipóteses de acontecer? Porque é que apareceste? Porque é que eu deixei acontecer? A mil quilómetros de profundidade e ainda te ouço, ainda te espero, ainda não há noção do ridículo, há uma certeza que não irá causar mais dor do que já o fez. Há a certeza que o dia de ser dia, já passou. Está frio demais para arrepiar os dedos que escrevem. Olho para dentro e vejo sangue, sangue invisível aos olhos de quem tenta perceber. Olhos rasgados, para ocultar as imagens doentes de mim. Já não sou o quero ser. Nunca o fui. E Agora perdida nas ilusões, fundo-me com a estupidez de quem sonha não sei. Não sei. Não sei. Não sei. Não sei. Não sei. Não sei. Não sei. Não sei. Não quero saber.
Arquivos para a Categoria ‘Pensamentos’
Publicado por baixinhaaa em Novembro 30, 2009
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Publicado por baixinhaaa em Novembro 16, 2009
Imperfection is beauty,
madness is genious
and it’s better to be absolutely ridiculous,
than absolutely boring…
Marilyn Monroe
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Humanóides
Publicado por baixinhaaa em Novembro 9, 2009

Aniversários, celebrações, datas a reter na memória. Querem-se dias incomuns. E para isso, na rotina de cada um, surge o dia do seu aniversário. Deveria ser proíbido a pessoa ter de se sentir feliz por ser apenas esse dia e deveria ser ainda mais proibido a pessoa ser rotineira, e esperar que as pessoas próximas se lembrem delas. Será que as pessoas não conseguem perceber a importância que esse dia tem na vida de cada um? é um dia, é certo, tem 24 horas como qualquer outro, mas toda e qualquer tem um contexto em que se insere, o primeiro dos quais família de nascença, família criada por amigos e amores, contexto laboral eagora incluem-se também as redes sociais de amigos. Com isto, só não tem amigos quem não quer mesmo. Recentemente duas pessoas próximas de mim, fizeram-me aperceber (porque perceber, será coisa, que não dá para fazer) do facto das suas próprias famílias, de berço, não prestarem atenção ou simplesmente esquecer, esse dia em particular. Pergunto-me o que se passa no mundo, para situações destas acontecerem. Se isso acontece dentro do seio de uma família, unida por laços de consanguínidade, como podemos desejar que o mundo se una, como poderemos desejar que os valores de paz, de solidariedade, de amor sobrevivam? Não aceito simplesmente desculpas, sendo a falta de tempo, a mais ridícula de todas, mesmo. Não vou dizer, que nunca falhei uma data de aniversário de alguém meu amigo, e por isso, também assumo as culpas. Mas é simplesmente terrível. Se a pessoa nasceu no dia 3, porque é que há pessoas a pensar que é dia 4, ou dia 2? Dizer que é natural que isso às vezes aconteça, acaba por ser uma forma de desvalorizar, perante o outro, para este não se sentir tão mal. Mas bolas, o que se passa com as pessoas? A que estado de humanização chegámos? Foi para isto que tantas batalhas importantes se travaram e tanta gente morreu no passado, e no presente? Foi para isto, que celebramos 20 anos da Queda do Muro de Berlim, um símbolo importante de paz, de união entre os ideais? E como se derruba os muros da falta de memória para gravar a lembrança dos dias importantes para cada um de nós? Há uma grande falta de amor, em toda a gente… realmente é a essa conclusão triste que chego. As pessoas magoam-se constantemente por pequenos detalhes, é uma cara indisposta, é uma falta de diálogo oportuno, é um sacrifício que deixa se de fazer por se ser egoísta, é um estabelecer de limites que não se cumpre, é um silêncio, é um olhar duro e tenso, é a ausência de um sorriso, é um pensamento que conduz a acções impensáveis, é algo que não se diz,é uma bofetada que se dá, é uma bofetada que se recebe, é algo que se diz demais, é algo que se quer e não pode ser naquele momento, é uma incompreensão, é o gato que comeu a língua, é a língua que quer vaguear e não sabe onde… É tudo tão normal, é tudo tão natural que o mundo gira com uma anormalidade bestial. Os humanos estão cada vez mais bestas.
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Um grande nada.
Publicado por baixinhaaa em Outubro 24, 2009
Não é um gato que se apaixonou pelo rato, é mais um gato que quis ser importante para um semelhante seu. Julgou ver mais similitudes do que aquelas que quis, não quis acreditar no início, no que estava a sentir, mas plenitude de espírito, afigura-se como a melhor definição que sentia… Julgou que o seu semelhante seria suficiente para ser mais sábio, ser alguém no mundo dos adaptados. No entanto, e agora, após perceber o que estava escrito desde o início, consegue já pensar que traçou mal o caminho, o silêncio existente, as palavras mal ditas, mal interpretadas foram suficentes para rasgar o que se pensava ser bonito. Pensava que o sol se tinha instalado para permanecer, para dar luz ao dias frios… Agora, como em qualquer dia que escolha ao acaso, falta-lhe a alegria de beber as suas palavras marcantes, a alegria de alguém autêntico sorrir com algo seu. Só tem silêncio que grita mais alto que qualquer trovão em dia de tempestade. Só tem um grande nada.
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De mim para ti…
Publicado por baixinhaaa em Setembro 15, 2009
Entrar em ti… queria tanto mostrar-te como sou. Como te quero. Como te quis. Queria cativar-te como tu, sem esforço, o conseguiste. Penso em ti, constantemente. Noite, Dia, Amanhacer, Anoitecer. Andei mais calma ,é certo. Mas queria que soubesses que não deixei de sentir por andar mais calada. Queria que soubesses que não sou infantil nos sentimentos e quando chego ao ponto em que estou, não é, realmente um impulso de momento, um caprinho de menina mimada. É real, é concreto. Estou longe, é certo. Mas poderia estar bem perto, se sentisses necessidade de mim, como eu sinto de ti. Dar tempo ao tempo. Sou paciente. Só preciso de um sinal… positivo, ou acutilante.

So, I could stop for good. I really don’t want to bother you. And I feel you think that way. When your silence is bigger than my thoughts.

Falo de mim, é certo. Mas não esqueço o que tu precisas. E até consigo perceber que a tua dor, é mais forte do que o que eu sinto. Que precisas de silêncio, de te encontrar de novo, para poder respirar e começar de novo. Também eu, quero encontrar o meu lugar. E o meu coração diz, que poderá estar bem perto. Bem perto de ti. Talvez esteja, seja ou queira estar cega. Diz-me que não…
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Voltei.
Publicado por baixinhaaa em Setembro 8, 2009
Voltei. Não tive vontade de escrever durante muito tempo. Tempo demais. Quase 1 ano passou desde as últimas palavras. Aconteceram tantos momentos, tanto que deixei de dizer ao mundo… e Porquê? Não consigo encontrar palavras para justificar. Fui abaixo, na minha personalidade, fui abaixo, no manifestar sentimentos. Fechei-me, completamente. Não tive vontade de nada, para nada. Sobrevivi. Continuo a ser a mesma, com dúvidas, incertezas, muitas fontes de tristeza, algumas de alegria, ou seja: sem grandes evoluções. Mas ser a mesma e não escrever, é deixar de ser eu. Porque não tenho nada para dizer em particular, mas se estou ainda neste mundo, talvez seja para ele me ler, sob que forma for…
Um novo visual, sem o característico negro. Não por ter deixado de gostar, mas porque quis dar uma cara lavada, sem máscaras de sensualidade, sem jogos. Sou eu, nua e crua, com a alma em branco e rasgos de paixão…
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… a culpa foi dos astros…
Publicado por baixinhaaa em Dezembro 1, 2008
baixinhaaa, 2008
É por haver dias assim, que os restantes acabam por se tornar monótonos.
Dias em que a disposição está equilibrada, nem eufórica, nem triste.
Dias em estamos com pessoas que nos fazem bem à alma.
Dias em que fazemos algo que nos agrada e temos bons resultados.
Dias em que ouvimos palavras sábias e observamos atitudes benevolentes.
Dias em que conseguimos atribuir valor a coisas que tantas vezes passam ao lado.
Dias em que estamos receptivos a qualquer estímulo de natureza simples.
Dias em que olhamos o céu e vêmos algo diferente do habitual.
Dias em que alguém querido se lembra de nós para um momento especial e intenso.
Dias em que nós próprios nos lembramos dos outros significativos e sabemos,
mesmo que não haja troca de palavras, que ambos estamos lá…
O dia foi quente, explosivo… e a culpa foi dos astros…
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