Reli e devolvi-lhe sentido… não me quero sentir arrastada por uma situação igual… verifico que tendo a repetir cada gesto e agora ouço as mesmas palavras… Mas a diferença existe… subtil, mas presente… Ela corta as amarras às quais estive presa… dá-me vontade de lutar, dá-me vontade de voltar a agir, de voltar sobretudo a sentir, o que não quero perder na minha vida… São os momentos, que me fortalecem… e sempre o alguém escondido por detrás do espelho da minha alma… sem rosto, mas envolvido na minha forte necessidade de amar… Quis ontem, algo… e hoje volto a querer… outro vôo, mas a intensidade sem fim… Quero-te hoje mais que ontem… e menos que amanhã…
“Sentir o outro, de forma apaixonante, intensa, desmedida, com a certeza de estar a construir com ele, um castelo firme, com alicerces fortes, os quais resistem à intempéries naturais ou provocadas. É algo que dificilmente se exprime por palavras, descontrola a forma de percepcionar o que nos envolve, dá-nos brilho nos dias de chuva, e transporta-nos parao centro de uma tempestade nos dias mais quentes. Faz-nos ouvir as cores, ver os sons, escutar os silêncios mais longos com um sorriso, olhar para uma insignificancia e ver o mundo completo. Já escrevi tanto sobre ti, ocupas as minhas letras todas. em cada canto encontro um papel dedicado a ti, às tuas ausências, às quedas dos sonhos que alimentei, as lembranças dos sorrisos que me deste, das memórias que me deixaste. É curioso pensar que não atravessámos fases dificeis, juntos, fui eu que as vivi deste lado, sozinha, sem saberes que estou a pensar e a sofrer pelo que não vivi contigo. Vivemos momentos, de extase, de sorrisos, de loucuras, o ultrapassar limites que não conhecia. Conheci-me um pouco melhor, fiquei à prova em inúmeras situações. Conheci-te um pouco. Do pouco que conheci, gostei, quanto se pode gostar. Foste para mim, algo que nunca pude pensar que existisse. Durante todos estes meses… cerca de 5 anos, 60 meses, inúmeras horas… as horas, sempre as horas. Talvez, ainda estejamos a tempo de voltar a um lugar onde nunca estivemos. Talvez possam ser estes os passos a dar para um futuro desconhecido, quem sabe…
Sinto falta da paixão
do calor do teu corpo,
do sabor da tua lingua,
das palavras murmuradas.
Do sons de prazer dentro de ti
do teu rosto enlouquecido
Sentir a tua pele na minha.
Os corpos quentes unidos.
Enlouqueço.
Fazes-me tanta falta.”
