Saramago e a cama dos Avós
Publicado por baixinhaaa em Maio 29, 2008
A casa onde o Nobel da Literatura nasceu, em 1922, já não existe – foi demolidada entretanto e no terreno, adquirido por particulares, foi construída uma vivenda – mas o lugar está assinalado com uma placa.
Os objectos pertencentes aos avós materializam agora algumas das recordações de infância do escritor e foram colocados numa sala que evoca o interior da casa original, pintada de branco, verde e azul.
Saramago viveu na Azinhaga, concelho da Golegã, até aos dois anos, deixando a aldeia com os pais, que se mudaram para Lisboa, mas voltaria para passar as férias do Verão até aos 15 anos. Os avós são duas figuras especiais dos afectos do escritor. Viviam de uma pequena criação de porcos na aldeia, e no livro As Pequenas Memórias recorda que, no frio do Inverno, levavam os bacorinhos mais débeis para a cama, para os aquecer, salvando-os de uma morte provável.
O original deste livro, e a obra Viagem a Portugal, vão estar em destaque no edifício, onde o público poderá conhecer mais a fundo uma terra, onde, apesar de terem passado oito décadas, ainda corre o rio Almonda e permanecem algumas oliveiras, outras recordações importantes da infância e adolescência do escritor.
Dos vastos olivais que Saramago tanto adorava – e que desapareceram nos anos 80 – restam poucas árvores, mas há agora novas oliveiras a ser plantadas na terra. No sábado, a inauguração do pólo da Fundação José Saramago na Azinhaga será precedida por uma homenagem a Pilar del Rio, mulher do escritor, com o descerramento de uma placa toponímica que dará o seu nome a uma rua da localidade.”
Já li o livro, e pouco me lembro, mas é bonito recordar, a cama dos avós…

