O PADRINHO – trilogia
Publicado por baixinhaaa em Abril 13, 2008

O Padrinho (1972)- Francis Ford Coppola, realizador, mostra-nos um frio retrato da ascensão e queda do clã Siciliano, e do seu poder na América, equilibrando majestosamente a história entre a vida da família Corleone e os negócios criminosos em que estão envolvidos.
O Padrinho – Parte II (1974) – Esta sequela continua a saga de duas gerações de poder sucessivo dentro da família Corleone, detalhando as raízes e o crescimento dum jovem Don Vito (Robert DeNiro) e a ascenção do novo Don Michael (Al Pacino).
O Padrinho – Parte III (1990) – Michael Corleone (Al Pacino), agora na casa dos 60 anos, é dominado pelo amor à família. Ambiciona, na recta final da sua vida: libertar a sua família do crime e encontrar um digno sucessor da família Corleone.
Baseado no romance homónimo de Mario Puzo e interpretações de Marlon Brando, Al Pacino, Diane Keaton, Robert DeNiro, Andy Garcia, entre outros.
Os filmes acabam por ser reconhecidos e amplamente lisongiados, porque tocam as pessoas, ainda que sob formas diferentes, mas apelam a algo na pessoa, quer em termos emocionais, sociais ou culturais.
É esta espécie de apelo, que sinto, quando me deixo envolver por um filme, apelo à reflexão, à comparação de situações vividas no curso da vida, numa constante aprendizagem de valores, de comportamentos e atitudes, que me ajudam a melhorar ou a, pelo menos, pensar acerca do que se deve ou não mudar.
Tive a oportunidade de ver a trilogia seguida, um em cada dia, para o poder digerir convenientemente. E ainda hoje sinto orgulho em ter visto e ter conhecido esta obra. Desconheço critérios para avaliar o realizador, director, ou quem quer que seja que participou no filme. Sei que para mim, me tocou de forma inigualável, a forma como se ambiciona e se consegue manter vivo o valor de pessoas afectivamente próximas, manter a honra familiar, acima do valor da vida dos outros. É indiscutivelmente discutível, como tudo na vida, mas emocionou-me ver, acima de tudo, o agir cegamente pela honra, e depois, forma como a consciência em luto, se manifesta, e as consequências sofridas e vividas em função do passado. Disperso-me talvez, mas quase um mês após ter assistido, continuo a ter vontade de explorar o universo do Padrinho, em termos comportamentais. Achei os três filmes, uma verdadeira obra-prima do cinema.


Catarina Meireles disse
Eu também gostei muito do Padrinho. Tive a oportunidade de ver a trilogia e achei magnífico todo o enredo. De facto, dá que repensar os valores humanos e toda uma sociedade à época.
Abel Cunha disse
Somente pessoas com grande sensililidade social, emocional e humana compreenderiam esta trilogia. Amor, respeito a família, arrependimento de um passado repreensível ajudam muitos a reverem seus conceitos ainda que mostrados por uma obra cinematográfica.
baixinhaaa disse
Obrigada, Abel, pelo teu comentário.