Publicado por baixinhaaa em Setembro 29, 2007

Fundo-me na ilusão e sinto o momento.
A cegueira tapa-me os olhos com a sua cortina de fumo cerrado.
Continuas a aparecer por detrás do espelho.
Sinto o teu odor, passo os meus dedos por entre o teu rosto.
Sinto-te vivo aqui e agora,
e só nesse momento,
confortavelmente contigo,
estou onde quero estar.
A tua sombra é o meu abrigo.
As garras do meu viver abrem-se com a tua presença.
Não entendes,
Não falas,
Não ouves,
Não vês, Nunca viste.
Escondes-te na tua concha impenetrável.
Conseguir despertar de novo, não chega a existir.
O turbilhão continua a perpetrar o desconhecido,
faz-me dar voltas e voltas e voltas,
e caio,
simplesmente.
Sem forças para erguer os olhos.
Se os erguesse, estarias lá?
Sei que não.
A navalha crava-se
no meu sangue.
E não há pele.
E não há ossos.
Há o desistir,
há a incompreensão do que foi,
e há uma certeza.
Não será.
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Publicado por baixinhaaa em Setembro 19, 2007
Cometi pecados que quero confessar-te
És a sombra que me toca a cada instante em que não sou mais
Tua.
Conheço a essência que te transportou para o outro lado,
Desmascaras-me com um olhar.
Flutuo em ondas sem rede por baixo.
A minha mente é um caos pouco sólido.
I´m no guilty.

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Publicado por baixinhaaa em Setembro 12, 2007
“Encosta-te a mim
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim”
Jorge Palma
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